Primeiros passos: a ordem de implantação do sistema
A sequência de cadastros que faz o custo e o preço saírem certos desde o primeiro pedido.
A ordem importa. Cada passo usa o que o anterior cadastrou, e pular o começo faz o sistema funcionar com o custo errado — que é o erro mais caro de descobrir tarde, porque ele já passou por todos os preços que você praticou.
O sistema acompanha esse avanço sozinho em Primeiros passos, no menu: cada item fica verde assim que o dado existe. Não é preciso marcar nada à mão. Marcar serve só para pular uma etapa que não se aplica à sua confeitaria, e o que foi pulado pode ser reaberto depois.
1. Dados da empresa
Administração > Minha empresa. Nome, documento, contato e endereço. Obrigatórios na tela: Nome comercial e CPF ou CNPJ — produtor sem CNPJ pode usar o CPF. É daqui que saem os dados do catálogo.
Para este passo ficar verde o sistema confere as três coisas que o nome dele promete: documento, contato (telefone ou WhatsApp) e cidade. Faltando a cidade, ele continua pendente — mesmo com o resto preenchido.
2. Identidade visual
Na mesma tela: a logo da confeitaria e as duas cores do sistema. Elas valem para toda a equipe e para o catálogo. O botão Usar cores SIGE devolve o padrão.
3. Usuários e perfis
Administração > Usuários, uma pessoa por acesso. O perfil decide o que cada uma enxerga: quem é da produção não precisa ver o financeiro. Os perfis prontos são Administrador, Produção, Financeiro, Atendimento e Entregas — a matriz do que cada um pode está em Perfis e permissões.
4. Insumos e embalagens
Cardápio e custos > Insumos. É o passo que faz o resto funcionar, e o que mais gera dúvida, porque pede duas unidades diferentes:
- Como você compra — a lata, o pacote, a dúzia.
- Como você usa e controla — grama, mililitro, unidade.
- Cada unidade comprada tem — quanto vem dentro. Ex.: 1 lata = 395 g.
Com esses três campos o sistema sabe o custo por grama, e recalcula o custo de todos os doces sozinho quando o preço do ingrediente mudar.
5. Produtos
Cardápio e custos > Produtos. O tipo muda o que o sistema pede:
- Produzido — feito por você, com ficha técnica; o custo é calculado.
- Comprado para revenda — você informa o custo de aquisição.
- Preparação intermediária — recheio, massa ou cobertura usada dentro de outras receitas. Não tem preço de venda e não vai para o catálogo.
- Cesta / kit — montada com produtos e embalagens; o custo soma os itens.
6. Fichas técnicas
Cardápio e custos > Fichas técnicas. A receita de cada produto: ingredientes, embalagens, rendimento, tempo e mão de obra. Enquanto não houver ficha, o custo é um número digitado por você; com ela, passa a ser calculado e a acompanhar o mercado. A tela Fichas a montar dá a fila na ordem do que mais vendeu, e o botão Salvar e próxima emenda uma receita na outra.
7. Valor da hora de trabalho
Administração > Configurações > Mão de obra. Com o valor/hora zerado, a ficha técnica não cobra o seu tempo: o custo do doce sai menor do que é, e o preço sugerido vem junto, errado. Uma referência comum é dividir quanto você quer receber no mês pelas horas que pretende trabalhar.
8. Financeiro
Financeiro > Cadastros financeiros. Confeitaria nova já nasce com "Caixa da loja" e as formas Dinheiro, PIX, Cartão de débito, Cartão de crédito e Transferência. Confira se é assim que você trabalha. Sem ao menos uma conta ou caixa, nenhum recebimento pode ser registrado.
9. A primeira venda
O botão azul Nova venda, no canto inferior direito, abre o pedido de qualquer tela. Obrigatórios: Nome de quem está pedindo, Tipo (retirada ou entrega) e Data. O pedido nasce em Aguardando confirmação — e é o confirmar que reserva o estoque.
O que não acontece
- O sistema nunca bloqueia o uso porque a implantação está incompleta. Você pode vender no primeiro dia; só o custo é que não estará pronto.
- Nenhum passo se marca como concluído sem o dado existir. A única alternativa é pular.
- Os passos não podem ser criados, renomeados nem reordenados.